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Usuários relatam instabilidade nos serviços de Facebook, Instagram e WhatsApp

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019


Usuários de internet relataram instabilidade nos serviços de Facebook, Instagram e WhatsApp na manhã desta quinta-feira (19). As falhas aconteceram no Brasil e também em outras partes do mundo.

Todos esses apps pertencem ao Facebook. Os internautas comentam que passam por dificuldades para postar conteúdos nos perfis da rede social e do Instagram, e também para enviar mensagens pelo WhatsApp.

Em alguns casos, as tentativas resultam em uma mensagem de problema para atualizar o status.

Segundo o G1, o site Down Detector, que aglomera relatos de consumidores sobre o status de serviços on-line, teve pico de reclamações sobre as três plataformas por volta das 11h da manhã desta quinta (19). À tarde, o Down Detector já apontava que as redes sociais e o mensageiro não apresentavam problemas.

Em nota enviada ao G1, o Facebook e o Instagram disseram que o acesso "já foi totalmente restabelecido para todos" e que sentem "muito por qualquer inconveniente".

WhatsApp conserta falha que trava mensageiro em grupos

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019


Uma falha no WhatsApp que permitia travar o aplicativo para todos os integrantes de um grupo foi anunciada nesta terça-feira (17). A vulnerabilidade, detectada pela equipe de segurança cibernética Checkpoint, afeta celulares Android e iPhone (iOS) e consiste em alterar o número de telefone de um dos participantes do chat para desencadear o congelamento constante do app no celular do resto dos membros. A única solução seria apagar o grupo e, consequentemente, perder todas as mensagens compartilhadas nele.

O bug foi informado pela Checkpoint à equipe do WhatsApp em agosto por meio do programa de recompensas do aplicativo. O mensageiro liberou em setembro a atualização com correção da falha na versão 2.19.58 para todos os usuários de iPhone e Android (saiba como atualizar o WhatsApp).

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Segundo o TechTudo, a vulnerabilidade foi descoberta pela equipe Checkpoint ao acessar o protocolo de mensagens do app para alterar o parâmetro de remetente, que é examinado pelo WhatsApp para identificar aos usuários quem enviou determinada mensagem na conversa coletiva. Os desenvolvedores, então, adicionaram caracteres especiais ao parâmetro do número de telefone de um dos integrantes do grupo.

Assim, quando esse usuário mandar alguma mensagem no chat, o aplicativo do WhatsApp trava em loop no celular de todos os outros participantes da conversa. O app continua congelado mesmo após fechar e reabrir o mensageiro.

Além disso, não é possível acessar novamente o grupo em que a vulnerabilidade ocorreu. Portanto, para impedir que o aplicativo continue congelando, a solução seria apagar o chat em questão que sofreu a falha. Isso resultaria na perda de todas as mensagens e mídias compartilhadas na conversa.

O bug foi consertado pelo WhatsApp a partir da atualização de número 2.19.58 para iPhone e Android. É importante manter os aplicativos atualizados para evitar falhas de segurança como essa. Inclusive, pesquisadores do Checkpoint descobriram em agosto uma vulnerabilidade que permitia editar mensagens enviadas pelo WhatsApp.

Outras brechas detectadas no mensageiro ainda este ano incluem invasão do celular por meio de GIFs maliciosos, ataques de spyware, e roubo de dados ao receber arquivos em formato MP4.

WhatsApp vai parar de funcionar em alguns celulares; veja quais

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019


O WhatsApp é o aplicativo de mensagem mais utilizado no Brasil e é muito difícil encontrar alguém que não tenha o app baixado em seu smartphone. Porém, a partir de fevereiro de 2020, algumas pessoas podem não ter mais acesso a ele. Isso porque o aplicativo vai perder a compatibilidade com sistemas operacionais mais antigos.

Segundo o Olhar Digital, aqueles que usam Android 2.3.7 e iOS 8, além de versões anteriores, não conseguirão mais utilizar o aplicativo após fevereiro do ano que vem. Até essa data, porém, a empresa alerta que alguns recursos podem parar de funcionar a qualquer momento. Além disso, usuários de todos os celulares com o sistema do Windows Phone não vão poder mais usar o aplicativo depois do dia 31 de dezembro.

Segundo comunicado, o WhatsApp é compatível com celulares com Android 4.0.3, iPhone com iOS 9 e aparelhos selecionados com KaiOS 2.5.1, além das versões mais recentes desses sistemas operacionais.
 
Quais celulares perderão o WhatsApp?

A partir de 1º de janeiro de 2020, o aplicativo não vai funcionar em celulares com os seguintes sistemas operacionais:

    Android 2.3.7 e versões anteriores
    iOS 8 e anteriores

Divulgadas classificações finais de três editais de seleção para profissionais técnicos do Paraíbatec

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Foram divulgadas nesta terça-feira (10) as classificações finais de três processos de seleção interna simplificadas para profissionais técnicos bolsistas do Programa de Educação Profissional e Tecnológica do Estado da Paraíba (Paraíbatec). As listas com os nomes e notas dos selecionados estão no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE-PB).

De acordo com o edital de divulgação da classificação, o resultado é igual a soma dos pontos obtidos em todas as etapas do processo seletivo, somando um total máximo de três vezes o número de vagas.

O edital considera automaticamente eliminado do processo os candidatos que faltaram no dia da entrevista.

O Paraíbatec foi estabelecido em regime de colaboração ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e tem o objetivo de formar profissionais qualificados. O programa oferece cursos na área de educação profissional e tecnológica por meio da Rede Estadual de Ensino.

Segundo o G1, a proposta do Paraíbatec é propiciar a interação entre escola, comunidade, mercado e os arranjos produtivos locais, por meio de ações que incentivam o retorno de jovens e adultos ao sistema escolar. O propósito maior, além da formação, é a inserção do público alvo no mercado de trabalho.

Governo assina regularização de 600 mil posses rurais até 2022

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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto, a MP (Medida Provisória) que institui um novo programa de regularização fundiária do governo federal. O objetivo é conceder, ao longo dos próximos três anos, cerca de 600 mil títulos de propriedades rurais para ocupantes de terras públicas da União e assentados da reforma agrária.
O número representa cerca de metade de uma estimativa de 1,2 milhão de posses precárias, incluindo cerca de 970 mil famílias assentadas que ainda não obtiveram título de propriedade e outros 300 mil posseiros em áreas federais não destinadas, segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), autarquia responsável pela execução do programa.
A íntegra do texto deverá ser publicada na edição desta quarta-feira (11) do DOU (Diário Oficial da União), e entra em vigor de forma imediata, mas precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.
"Estamos colocando em prática, por meio dessa MP, uma medida de enorme alcance social. É uma medida importantíssima, porque responde a uma dívida que o Brasil tem com a sociedade. São pequenos produtores, em sua imensa maioria. A área média a ser regularizada por essa MP é de cerca de 80 hectares", afirmou a ministra da Agricultura, Teresa Cristina.
Segundo o governo, a MP altera o marco temporal para a comprovação do exercício de ocupação e exploração direta. Pela redação anterior, para proceder a regularização, o ocupante precisaria comprovar que sua ocupação antecedia a data de 22 de julho de 2008. Com a alteração, o marco temporal passa a ser 5 de maio de 2014, que coincide com a data de publicação do Decreto nº 8.235/2014, que estabelece normas gerais complementares aos programas de Regularização Ambiental dos Estados e do Distrito Federal.
Em um breve discurso, em que recordou o trabalho de colonização agrícola promovido pelos governos militares, o presidente Jair Bolsonaro disse que a MP é uma forma de liberdade para que os produtores rurais possam empreender no campo. "Cada vez mais nós viemos fazer com que o Estado venha a sair da perseguição a quem produz, que ele ajude quem quer empreender em nosso país", disse.
Análise informatizada
A Medida Provisória estabelece requisitos para a regularização fundiária de imóveis rurais de até quinze módulos fiscais, que é um unidade fixada para cada município, que pode variar de 180 hectares, em localidades da região Sul do país, até 1,5 mil hectares na Amazônia, por exemplo.
O ocupante de uma área passível de regularização deverá, segundo o governo, apresentar uma série de documentos, entre os quais a planta e o memorial descritivo da área assinada por profissional habilitado, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), além da comprovação de ocupação direta e pacífica anterior à data de 5 de maio de 2014, que poderá ser feita por meio de sensoriamento remoto (imagens de satélite). Nesses casos, após análise dos documentos, por meio de um sistema integrado que cruza informações de diversas bases de dados, o Incra poderá dispensar a realização de vistoria prévia na área.
"Ele [ocupante] vai ter que provar que está há cinco anos, desde 2014, nesse imóvel. Terá que juntar imagem de satélite, juntar comprovante da sua inscrição de produtor rural. São inúmeros os documentos. Quando ele for apresentar lá no cartório de registro de imóveis, para ele obter seu título, sua escritura, sua matrícula, ele vai ter que apresentar a anuência dos confrontantes, tem que apresentar o georreferenciamento, tem uma série de exigências, mas que estão interligadas em um sistema informatizado, que vai ser muito mais rápido", explicou o secretário especial de regularização fundiária, Nabhan Garcia.
De acordo com o governo, o texto da MP vai prever vistoria obrigatória para os imóveis que sejam objeto de algum embargo ou infração ambiental, que tenham indícios de fracionamento fraudulento ou estejam envolvidos em algum conflito registrado na Ouvidoria Agrária Nacional. Também será obrigatória a vistoria para imóveis que sejam maiores do que 15 módulos fiscais.
Amazônia Legal
Na região da Amazônia Legal, a prioridade do governo é acelerar a titulação do programa Terra Legal, que soma cerca de 55 mil processos em andamento.  "Especificamente, a gente tem que tratar a demanda que a gente já tem, que tá colocada no Terra Legal, que são 55 mil processos aguardando análise, que a gente precisa carregar no sistema e fazer uma análise", disse o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho.
O novo programa de regularização fundiária também poderá receber cerca de R$ 175 milhões do fundo da Lava Jato. Criado para receber valores recuperados da Petrobras pela Operação Lava Jato, em acordo com os Estados Unidos, o fundo tem R$ 2,5 bilhões. O repasse dos recursos está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal).
"Serão R$ 35 milhões para o Incra, que vai investir na parte de tecnologia e equipamentos para esse procedimento, e R$ 140 milhões já vêm destinados para ser repassados para os estados, em ações voltadas à regularização fundiária no seus 
institutos estaduais de terra", afirmou o presidente do Incra.

News Paraíba com r7. com

Deputados prestigiam lançamento de projeto que aperfeiçoa culturas agrícolas na Paraíba

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Os deputados Lindolfo Pires, Dr. Érico e Pollyanna Dutra representaram a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no lançamento do Projeto Zoneamento do Potencial Pedoclimático para culturas agrícolas na área de influência do Canal das Vertentes Litorâneas da Paraíba (ZON-PB) ocorrido na tarde desta segunda-feira (09) no Palácio da Redenção, em João Pessoa. O presidente da ALPB, Adriano Galdino, parabenizou o governador João Azevedo pela iniciativa.

Durante o lançamento, o governador destacou que a área da pesquisa possui 5.138 km² e abrange 33 municípios localizados na Zona da Mata e Agreste paraibanos, que estão sob influência do Canal das Vertentes Litorâneas da Paraíba, conhecido como Canal Acauã-Araçagi, obra complementar do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

O estudo contemplou quatro culturas agrícolas importantes para o estado: milho, sorgo, cana-de-açúcar e abacaxi, buscando o uso racional dos recursos naturais, o desenvolvimento agropecuário da região, com critérios de sustentabilidade, e o subsídio a políticas públicas voltadas para o incentivo à produção agropecuária estadual.

Os deputados ressaltaram a importância do estudo realizado pelo governo para beneficiar a população da Paraíba. "É uma ação importante realizada através de estudos que incentivam a agricultura. A gente parabeniza o Executivo Estadual pelo esforço em transformar a Paraíba em um potencial na agricultura. Esse projeto só vai melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos paraibanos", destacou o Dr. Érico.

O projeto é uma parceria do Governo do Estado com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O governador João Azevedo explicou ainda que o estudo amplia o conhecimento de solos e clima, o que pode gerar vantagens competitivas na definição de programas e implantação de projetos, otimizando a aplicação de recursos financeiros e o uso dos recursos ambientais.

TikTok é processado nos EUA por tratamento ilegal dos dados de menores

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sábado, 7 de dezembro de 2019


A empresa chinesa TikTok, rede social que permite a gravação e publicação de pequenos vídeos, está sendo processada nos Estados Unidos por suposta coleta e exposição de dados pessoais de crianças menores de 13 anos. Como esse comportamento viola as leis de proteção à privacidade infantil do país, uma ação coletiva foi movida no último dia 3 contra a companhia.

Segundo a Veja, as alegações são de que há uma falha que permite que crianças usem a rede de forma pública e não privada (o que deveria ser proibido) e de que, entre dezembro de 2015 e outubro de 2016, o aplicativo coletou a localização de usuários, permitindo que terceiros (pessoas  e empresas desconhecidas) tivessem acesso a esse tipo de informação. Assim, a ideia é de que a combinação desses dois erros pudesse gerar, dentro do TikTok, um ambiente perigoso para menores de idade.

Mas este está longe de ser o único, ou mais leve, processo contra o app movido dentro dos Estados Unidos. Ainda neste ano, os chineses já tiveram que pagar quase 6 milhões de dólares (o equivalente a mais de 24 milhões de reais) em um acordo relativo a uma ação ligada à coleta ilegal de informações pessoais de crianças.

Além disso, o TikTok está sendo processado por enviar dados de usuários norte-americanos à China, seu país de origem, sem guardá-los e protegê-los em território dos EUA, como determina a lei. Uma jovem que moveu a ação contra a empresa afirma, por exemplo, que o aplicativo coletou dados de vídeos que ela gravou, mas nunca chegou a publicar, e os mandou a dois servidores chineses.

As polêmicas em torno do app giram sobretudo em torno do fato de que não se sabe ao certo como a rede social, que se tornou febre entre crianças e adolescentes, usa as informações reunidas. Muito menos como as monitora. Por exemplo: existe no aplicativo muita pornografia, inclusive algumas com conteúdo pedófilo; e o app não tem exibido esforço equivalente ao da concorrência em combater esses crimes. Como se não bastasse, o TikTok é conhecido por espalhar o teor controlador da ditadura chinesa, por meio de ferramentas de censura.

Em um discurso na Universidade de Georgetown no começo de novembro, Mark Zuckerberg, criador do Facebook, destacou suas próprias ressalvas em relação ao app chinês. “Enquanto serviços como o WhatsApp (do Facebook) estão sendo usados por manifestantes e ativistas em todo lugar por conta da forte criptografia e proteções de privacidade, no TikTok, o aplicativo chinês crescendo no mundo todo, menções desses mesmos protestos são censurados, até aqui nos Estados Unidos,” afirmou.

Sistema de segurança japonês contra desastres é testado pelo governo

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Sistema de segurança contra desastres naturais é testado pelo governo brasileiro. A tecnologia permite enviar avisos de emergência pelo sinal da televisão digital.

A ação é feita a partir de um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil e o Ministério de Assuntos Internos e Comunicação do Japão, que quer demonstrar o funcionamento do sistema de emergência no país.

Segundo a Agência Brasil, um aviso sonoro é emitido nos aparelhos televisivos que possuem sinal digital, mesmo se eles estiverem desligados, e alertam a população para eventuais riscos ou anomalias naturais, como tempestades.

A medida serviria, por exemplo, para evitar tragédias como a de Mariana e Brumadinho.

O diretor de Sistema de Engenharia da NHK, empresa japonesa de comunicação pública, afirma que o sistema serve para alertar a população em calamidades.

“O sistema funciona por meio de redes de Broadcasting. Essa rede é a certa para se fazer a cobertura e é muito confiável. Você pode mandar imagens e mensagens de maneira eficiente e simples. Então, em momentos de desastres, a informação pode ser entregue de maneira simples e confiável”.

A EBC, Empresa Brasil de Comunicação auxiliou e deu suporte à empresa japonesa para realização do teste.

O sistema ainda está em fase de estudos, e não existe previsão de um acordo para instalação do programa nas televisões brasileiras.

Vetada isenção de Imposto de Importação para equipamentos de energia solar

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019


No Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro comunica o veto total a um projeto aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados que previa a isenção do Imposto de Importação para equipamentos e componentes de geração elétrica de fonte solar.

Na mensagem de veto, o Executivo alega que, após ouvido o Ministério da Economia, concluiu que, apesar de a proposta legislativa importar diminuição de receita da União, não há indicação das correspondentes medidas de compensação para efeito de adequação orçamentária e financeira, o que viola as regras do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal e ainda dos artigos 114 e 116 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 317/2013, de autoria do ex-senador Ataídes Oliveira, estabelecia que seriam isentos do Imposto de Importação os produtos classificados na posição 8541.40 (dispositivos fotossensíveis semicondutores, diodos emissores de luz, células solares, vidros solares etc.) da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), aprovada pelo Decreto 8.950, de 2016. Pelo PLS, a isenção do Imposto de Importação somente seria aplicada quando não houvesse similar nacional, ou seja, itens para os quais não houvesse fabricação nacional a fim de que se estabelecesse um mercado consumidor amplo e consistente.

Na justificação, o autor do projeto ressaltou que as usinas hidrelétricas vêm perdendo espaço na matriz elétrica brasileira, e a geração termelétrica passou a ser um recurso mais acionado que o desejável. O resultado, acrescentou, é o aumento da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Para ele, é de fundamental importância a existência de um mercado que demande tecnologias modernas e limpas.

“A cadeia produtiva relacionada à geração de eletricidade fotovoltaica apresenta grande valor agregado ao longo de suas etapas e, com o surgimento de um mercado incentivado, ela experimentará desenvolvimento ainda maior. Há toda uma cadeia de insumos e processos vinculados à fabricação de componentes fotovoltaicos, cujo crescimento é de grande importância para a economia do país”, defendeu Ataídes Oliveira.

Sistema de Rádio Digital da Paraíba serve de modelo para Mato Grosso do Sul

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Conhecer o sistema de radiocomunicação digital adquirido pelo Governo do Estado para o uso das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros Militar foi o objetivo da visita de representantes da Segurança Pública do Mato Grosso do Sul à Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) da Paraíba, nesta quinta-feira (28). O coronel Carlos Alberto, comandante da Divisão de Telecomunicações (Divtel), José Torres, coordenador do CIOP/MS, e Michel Neves, da Gerência de Inteligência daquele estado, foram recebidos pelo secretário Jean Nunes.

“Eu vou levando para o meu estado, Mato Grosso do Sul, o avanço que a Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba conseguiu com o investimento que hoje está resultando em uma condição melhor para a população paraibana e um aumento da capacidade operacional das agências de segurança, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil e Polícia Militar. Mato Grosso do Sul se espelha no exemplo do estado da Paraíba quando pretendemos, a partir do próximo ano, também implantar a rede de rádio digital que proporciona mais segurança e mais confiança na comunicação entre os diversos órgãos de Segurança Pública”, disse o coronel Carlos Alberto.

O encontro contou com as presenças do gerente de Tecnologia da Informação da pasta, Fabiano Vieira, e do coordenador do Centro Integrado de Operações (Ciop), coronel PM Júlio César de Oliveira, que apresentaram as funcionalidades dos equipamentos e como eles estão sendo utilizados tanto pelos órgãos operativos da pasta, como também por outros órgãos parceiros da Sesds, como Secretaria de Estado da Receita, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), de João Pessoa.

“A notícia de que o nosso sistema de rádio digital vai inspirar 100% o do Mato Grosso do Sul representa a confirmação do grande acerto que foi feito pelo governo do Estado quando decidiu investir no sistema, fazendo uma comunicação mais segura para os policiais e  que beneficia a sociedade com os resultados desta tecnologia. A gente já recebeu representantes de vários estados e todos decidiram implantar o sistema e isto é muito importante, porque mostra que a Paraíba está na vanguarda. A eficiência do nosso sistema de rádio digital já foi confirmada inclusive em nível internacional,com testes realizados no exterior”, enfatizou o secretário da Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes.

Câmara aprova projeto sobre incentivos fiscais para setor de tecnologia da informação

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei que cria incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação (PL 4805/19), substituindo isenções tributárias consideradas ilegais pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) para o projeto, de autoria do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) e outros.

A decisão final da OMC, de dezembro de 2018, permitiu a continuidade dos incentivos condenados até 2019 e, a partir de 2020, não poderão mais ser concedidos. O Brasil foi contestado pelo Japão e pela União Europeia por dar incentivos às empresas com sede no País em prejuízo das estrangeiras, o que é proibido pelo órgão.

Dessa forma, o substitutivo de André Figueiredo acaba com a isenção de tributos e cria um valor de crédito com base no total que a empresa investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação a cada trimestre. O novo incentivo será válido até dezembro de 2029.

A medida atinge fabricantes e desenvolvedores de componentes eletrônicos (chips, por exemplo), equipamentos e máquinas (exceto áudio e vídeo), programas para computador e serviços técnicos especializados. A lista completa será definida pelo Poder Executivo, que também estabelecerá o processo produtivo básico a ser seguido.

Os créditos obtidos pela empresa serão calculados com base em multiplicadores que variam de 2,63 a 4,31, aplicados sobre o valor investido.

Os maiores desses fatores são para empresas localizadas no Centro-Oeste, na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A todo caso, o máximo que poderá ser obtido de créditos para compensar com tributos federais não poderá ser maior que uma percentagem do faturamento bruto anual: 10,83% a 15% no período até 31 de dezembro de 2024; de 10,15% a 14,25% entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2026; e de 9,48% a 13,5% entre 1º de janeiro de 2027 e 31 de dezembro de 2029.

De forma alternativa, a empresa poderá usar fórmula complexa de cálculo dos créditos que varia positivamente em função do cumprimento de metas no âmbito do processo produtivo básico definido pelo governo e de investimentos adicionais.

Condições
 
Para contar com o incentivo, a empresa deverá apresentar proposta de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor que dependerá de aprovação pelos ministérios da Economia e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Segundo a Lei da Informática (Lei 8.248/91), as empresas devem investir, anualmente, 5% de seu faturamento bruto no mercado interno.

A novidade nesse tópico é que o texto permite o uso de até 20% desses valores na implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e de laboratórios de pesquisa de institutos de ciência e tecnologia (ICTs), o que será considerado como pesquisa e desenvolvimento.

O texto também permite à empresa, em vez de depositar 10% do limite mínimo de aplicação em pesquisa no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), direcionar esse valor a programas e projetos de interesse nacional nas áreas de tecnologias da informação e comunicação considerados prioritários pelo governo.

Como funciona
 
A cada trimestre, a empresa interessada deve apresentar ao Ministério da Ciência e Tecnologia uma declaração com dados sobre os investimentos feitos em pesquisa, o valor do crédito apurado com a memória de cálculo e o seu faturamento bruto.

A declaração somente poderá ser apresentada depois de feitos todos os investimentos. Em seguida, o ministério verificará questões como débitos de investimento pendentes, créditos dentro dos limites permitidos e dados solicitados.

O ministério terá 30 dias para dar seu parecer. Se não o fizer nesse prazo, a empresa poderá usar o crédito automaticamente. O prazo máximo para compensar tributos federais com esses créditos será de cinco anos, devendo ser enviada outra declaração à Receita Federal.

Caso haja questionamento dos valores compensados, poderá ser aplicada multa de 50% ou 75%, conforme a situação. Após esgotada a instância administrativa, o valor não pago será enviado para cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O que não pode
A compensação será proibida em algumas situações, como:
- tributos relacionados à importação;
- débito parcelado;
- débito já compensado;
- valor objeto de pedido de ressarcimento indeferido;
- valor referente a pedido de ressarcimento sob investigação;
- valores de salário-família e salário-maternidade; e
- valores de imposto de renda pagos por estimativa.

Também não poderá ocorrer compensação com débitos de terceiros junto à Receita ou pendentes de decisão judicial definitiva.

Empresas cujos proprietários, controladores, diretores e respectivos cônjuges ocupem cargos de livre nomeação (sem concurso público) na administração pública não poderão contar com os benefícios.

A cada ano, o Ministério de Ciência e Tecnologia divulgará, de forma agregada, os recursos aplicados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Além dos créditos relacionados aos investimentos, as empresas participantes contarão com suspensão de PIS/Pasep na compra de matérias-primas, produtos intermediários e embalagens que serão usados no processo produtivo do setor.

O app que verifica se alguém tá te paquerando no WhatsApp. Fim do flerte?

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019


As melhores histórias de amor sempre foram marcados por aquele clímax no qual um não sabe se o outro realmente está interessado. As borboletas no estômago, o comichão, para alguns até suor, têm de ser vencidos para se tomar uma primeira iniciativa. Foi assim em Casablanca, mesmo na cena de reencontro entre os dois amantes protagonistas do filme, assim como em A Primeira Noite de Um Homem, em Harry e Sally, 10 Coisas que Odeio em Você, em Romeu e Julieta – lembre da cena do baile –, ou mesmo A Dama e o Vagabundo e no relacionamento de Wall-E e Eva, no ótimo desenho da Pixar. Só que agora os robôs, os algoritmos, as inteligência artificiais (IAs), querem acabar com todo esse charme. Como indica um novo aplicativo cujo objetivo é avaliar se conversas de WhatsApp denunciam atitudes de paquera por (ao menos) uma das partes, ou não.

Segundo a Veja, o aplicativo chama Mei e, oficialmente, por meios regulares, ainda não está disponível no Brasil (duvido que algo similar tarde a desembarcar pelas lojas de apps daqui). A proposta dele é da mais sensitiva: após a análise de uma conversa que já tenha atingido algo próximo de 1000 palavras trocadas (mais ou menos este texto), em apps e mídias sociais (o alvo inicial é o WhatsApp), promete calcular a probabilidade de um interlocutor estar gamado no outro e vice-versa; além de garantir outros poderes mediúnicos, como interpretar se alguém está com raiva. Tudo mediante o pagamento de uns dólares por cada serviço, da forma como funciona com as cartomantes – seria este mais um emprego ameaçado pelas IAs?. “No futuro, os compromissos serão amplamente baseados em dados”, já profetizou Es Lee, criador desse estranhíssimo speed dating online.

Sally não passaria quase um filme inteiro para sacar as reais intenções de Harry. Benjamim transpiraria menos, talvez, ao conhecer Sra. Robinson em A Primeira Noite de um Um Homem. As histórias teriam menos graça.

Até porque, o que o aplicativo tenta fazer é mostrar como a maioria dos romances pode ser sem graça. Reflita. O Mei procura padrões nas conversas, que não por coincidência se repetem em papos a ponto de se tornarem apimentados. Se há padrões, simplesmente quer dizer que a maioria dos xavecos não passa de farinha de um mesmo saco. Os criadores do programa falaram, na revista estadunidense Wired, que seriam capazes até de identificar que palavras como “noite” e “sonhos” seriam recorrentes nos galanteios.

A arte da sedução então pode ser mais das ciências exatas do que das humanas? Talvez. Mas qual é a graça de ter conhecimento disso? É o fim do flerte?

Frisa-se também que há aqueles que ainda gostam de crer, com razão ou não, que integram uma minoria que pelo menos preserva fé na tentativa de sair do padrão comportamental. Que não necessariamente seguem as regras do Tinder ou do eHarmony para se guiar no intrincado jogo do amor. Que preferem seguir às cegas, sem algoritmos, para se entregar às borboletas na barriga. Ou que ainda apreciam assistir e viver histórias como as dos filmes.

E como ficará se os robôs domarem também o amor? Ensaiei respostas em outros textos desta coluna, como num no qual se conta de algoritmos que não só predizem se casais combinam, como estimam quanto esses relacionamentos devem durar, em meses exatos (confira no link). Trata-se de um futuro que combina menos com comédia romântica (boa ou ruim), mais com um episódio de Black Mirror (bom ou ruim).

Um caminho estranho para a evolução das inteligências artificiais e das redes sociais? Não tanto.

A primeira rede social com algum elemento que faz lembrar um Facebook data de 1959. Foi uma iniciativa de dois estudantes de engenharia da Universidade Stanford que tinham o objetivo de colocar homens e mulheres com gostos parecidos em contato, com a meta de “dar namoro”. No filme A Rede Social a história é um pouco forçada, mesmo assim o próprio Facebook nasceu a partir de alguma intenção de aproximar pessoas interessadas umas nas outras – projeto que evoluiu para uma ferramenta recentemente lançada pela turma de Mark Zuckerberg e cujo objetivo é justamente ser um novo Tinder.

O progresso da IA pode indicar que o futuro pode não ser como o imaginado em O Exterminador do Futuro, em que robôs tomam o mundo pela violência. Talvez o amor seja o atalho dessa “dominação”. Entre aspas pois pode ser que nos entreguemos ao domínio. Aí para o futuro se vislumbra mais algo como naquele filme Ela, em que Joaquin Phoenix (o Coringa) se apaixona por um celular com a voz da Scarlett Johansson. Ou quem sabe até um Admirável Mundo Novo.

Uber lança novo serviço, com maior conforto e mais opções

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terça-feira, 26 de novembro de 2019


A partir de hoje (25), uma nova categoria de viagens está disponível para usuários de Uber. Chamada “Uber Comfort“, a mais recente modalidade fornece carros maiores e mais espaçosos ao passageiro.

Além disso, o usuário pode informar ao motorista sobre suas preferências de viagem antes de ser buscado. Com um preço cerca de 30% maior do que a categoria UberX, a Uber Comfort deixa o passageiro escolher, por exemplo, um motorista mais silencioso, ou até mesmo a temperatura desejada dentro do carro.

Segundo a Veja, a opção é nova no Brasil e está disponível em aproximadamente 40 municípios, entre eles São Paulo, Cuiabá, Natal e Belo Horizonte. O Uber Comfort substituirá a categoria Uber Select nos aplicativos, a partir desta segunda.

Criador da WWW propõe contrato para "consertar" internet

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Um grupo de 80 organizações, lideradas pelo criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, divulgou proposta de novo contrato para a internet, com o objetivo de servir como guia para a formulação de medidas e políticas públicas relacionadas ao ambiente online. Governos, empresas e entidades da sociedade civil são convidadas a endossar o documento, disponível em um site específico.

A iniciativa surge em meio a críticas acerca de malefícios associados ao mundo virtual, da difusão de notícias falsas e discurso de ódio ao abuso no tratamento dos dados e falta de segurança, com vazamentos e crimes cibernético. O propósito é que a internet seja acessível aos cidadãos e possa voltar a ser um espaço seguro para seus usuários.

Segundo a Agência Brasil, o documento é formado por um conjunto de princípios, materializados em metas a serem assumidas pelos diversos agentes. Para os governos, um dos compromissos é garantir que todos possam se conectar à internet. Entre as metas estão conectividade a 90% da população até 2030, assegurar que pacotes de 1 giga não custem mais de 2% da renda média em 2025 e 70% dos jovens com habilidades de lidar com tecnologias digitais até 2025.

Os autores sugerem políticas públicas de incentivo fiscal para estimular investimentos, compartilhamento de infraestrutura e medidas de acesso aberto nas grandes redes de atacado, além de autoridades regulatórias com poder para promover essas ações. Essas estratégias devem ser estruturadas em torno de planos nacionais de banda larga voltados a atender parcelas excluídas da população.
 
Direitos

Também dirigido aos governos está o princípio de respeito à privacidade e a direitos relacionados aos dados dos usuários. A concretização passa por leis disciplinando a coleta e o tratamento de dados, assegurando como base a obtenção do consentimento livre, informado, específico e não ambíguo. Tais normas devem trazer os direitos aos titulares de acessar suas informações, opor-se a um tratamento ou a uma decisão automatizada, corrigir registros e fazer a portabilidade para outros controladores.

A promoção desses direitos envolve também limitar o acesso a dados de pessoas por autoridades ao que é necessário e proporcional ao objetivo, ancoradas em leis claras, vinculadas a ações motivadas pelo interesse público e sujeitas à análise do Judiciário. O texto recomenda que os próprios órgãos públicos diminuam a coleta de dados dos cidadãos e fiscalizem essa prática pelas empresas, de modo a verificar se ela corresponde à legislação e é feita de forma transparente.
 
Inclusão

Para as empresas, o contrato inclui princípios como ofertar internet acessível, que não exclua ninguém de seu uso e construção. Esse compromisso está ligado à presença de serviços e ferramentas que atendam à diversidade da população, especialmente aos grupos mais marginalizados. É o caso da disponibilidade de recursos em diversas linguagens, inclusive de minorias étnicas.

Uma internet inclusiva envolve também um serviço com continuidade, o fomento a redes comunitárias, a proteção do princípio da neutralidade de rede (o tratamento não discriminatório dos pacotes que trafegam) e a preservação de velocidades equivalentes de download e upload, de modo que os usuários possam ser não somente consumidores mas produtores de informação.

Outro compromisso proposto às empresas é o de desenvolver tecnologias que promovam o bem-estar e combatam abusos, de modo a potencializar a web como bem público e colocar as pessoas no centro. Essas companhias devem considerar e serem acompanhadas sobre como suas inovações geram riscos e impactos ao meio ambiente ou promovem direitos humanos, equidade de gênero e os objetivos de desenvolvimento das Nações Unidas.

A efetivação da prática envolve, segundo os autores do contrato, a consideração da diversidade da sociedade por meio da criação de canais de escuta aos públicos usuários e atingidos por essas tecnologias. A representação de grupos diversos deve estar também na composição da força de trabalho empregada na produção desses equipamentos.
 
Cidadãos

Para os cidadãos, o contrato convoca à participação na web como criadores e colaboradores, construindo comunidades fortes e comprometidas com o respeito à dignidade humana, e não utilizando as tecnologias digitais para práticas nocivas, como abuso, assédio ou difusão de informação íntima que viole a privacidade dos indivíduos.

O documento conclama os cidadãos a lutar por uma internet mais democrática e empoderadora. A mobilização passa pelo alerta por ameaças contra a internet e seu emprego como instrumento que provoque danos por parte de governos, empresas ou grupos privados. Os agentes do setor devem olhar para o futuro da internet como um bem público e um direito básico, conclui o texto.

Confederações defendem projeto de regulamentação dos esportes eletrônicos

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segunda-feira, 25 de novembro de 2019


Na segunda audiência pública no Senado sobre a proposta de regulamentação dos jogos eletrônicos como prática esportiva, promovido nesta quinta-feira (21) pela Subcomissão sobre Esporte e Educação Física, representantes de confederações alegaram que o texto (PLS 383/2017) não interfere na organização do mercado comercial. No primeiro debate feito pelo colegiado, no dia 7, jogadores, times e empresas desenvolvedoras de games contestaram a legitimidade dessas organizações e manifestaram o temor de que o projeto trave o crescimento do setor e isole o Brasil das competições internacionais.

Enquanto o debate ocorria no Senado, internautas contrários à regulamentação usavam a hashtag #todoscontrapls383. No Portal e-Cidadania do Senado, onde é possível opinar sobre a proposta, aumentou a diferença nos números de pessoas que reprovam e apoiam a proposta. No início da manhã, antes da audiência, o placar marcava cerca de 8 mil votos “Não” — ou seja, contrários ao projeto — contra cerca de 6 mil favoráveis à regulamentação nos atuais termos. Ao final do debate, no início da tarde, mais de 33 mil internautas registaram seu descontentamento com o PLS 383, enquanto o número de apoios chegou a 6.100.

Em defesa do projeto, o presidente da Confederação Brasileira de Desporto Eletrônico (CBDEL), Daniel Cossi, comparou a movimentação pelas redes sociais àquela que ocorreu com o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

— Estou me sentindo o Bolsonaro em campanha, sabe? #Ele não. Agora tem uma moção maciça na internet para votar “Não” contra o PLS 383. Do meu ponto de vista, o projeto fala sobre duas premissas básicas: esporte eletrônico é esporte. E quem pratica é atleta. Une-se ao meio institucional quem deseja; é de livre associação — argumentou.

Cossi disse que a intenção não é interferir no mercado privado:

— O esporte eletrônico é uma ferramenta como qualquer outro esporte de formação do cidadão. E não só aqui no Brasil, mas no mundo. No meio privado já é muito bem-feito.

De acordo com Cossi, a confederação vem se organizando nos últimos cincos anos para ajudar na regulamentação do setor. A entidade criou, por exemplo, um departamento antidoping e um Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Desporto Eletrônico para julgar casos disciplinares que acontecem nas competições.
Popularização

Representante de outra entidade, a Confederação Brasileira de Games e e-Sports (CBGE), Roberto Tavares afirmou que o projeto vai ajudar a popularizar essa modalidade esportiva.

— A legitimação do esporte eletrônico vem do povo.  Buscamos popularizar o esporte eletrônico, que é de certa forma elitizado. Nosso grande objetivo, nosso grande anseio é tornar legítimo o esporte eletrônico — apontou.

Para Bruno Gabriel de Mesquita, da Confederação Brasileira de Esporte Eletrônicos (CBEE), a regulamentação dos e-sports pode contribuir no desenvolvimento de novas profissões.

— O esforço comum é de construir um legado através do esporte eletrônico e organizar esse ecossistema — defendeu.

Representante do governo federal, Rafael Azevedo, da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento, enfatizou que não cabe ao governo definir qual é a entidade que representará o esporte.

— Nosso posicionamento é pela autodeterminação das entidades. O setor se organiza e se reconhece — assinalou.

Thalyson Penha, presidente do Times Shiled, um time do Maranhão que integra a CBDEL, relatou em um vídeo exibido durante a reunião as dificuldades de criação de campeonatos locais. No vídeo ele afirma que as federações e confederações ajudam no fortalecimento do esporte por todo o país.

— Decidimos ser federados. Não vou dizer que a confederação vai te dar dinheiro, mas ela ajuda a conseguir recursos para participar de competições — afirmou.

A senadora Leila Barros (PSB-DF) estuda fazer uma terceira audiência para debater o tema, reunindo tanto confederações quanto jogadores e desenvolvedores de games para encontrar denominador comum.

— O mais importante é que o Senado e Congresso possam decidir sobre esse assunto em sintonia com o que o setor efetivamente quer para o seu futuro e possam criar instrumentos para incentivar o sucesso dessa indústria, e não criar um obstáculo — defendeu.
 
Tramitação

Aprovada de forma terminativa pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) em julho, a proposta estava prestes a ser encaminhada para a Câmara dos Deputados, mas houve recurso de Leila Barros para que fosse avaliada pelo Plenário.  Por ter recebido emenda no Plenário, a matéria voltou à análise da CE e da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

Por segurança, Uber gravará áudios de corridas no Brasil e México

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019


A Uber oferecerá a partir de dezembro a seus usuários no Brasil e no México a oportunidade de gravar o áudio de sua viagem, a fim de melhorar a segurança do motorista e do passageiro. A companhia já havia informado a medida no início do mês e confirmou nesta quarta-feira 20.

Segundo a Veja, esse projeto piloto pode eventualmente se estender a outros países, embora a Uber enfatize que ainda não pode fornecer um cronograma detalhado.

Com essa nova funcionalidade, o motorista e o passageiro podem ativar a gravação da conversa entre ambos pressionando um botão do aplicativo.

Quando a viagem chega ao fim, é perguntado aos usuários se tudo ocorreu bem. Caso necessário, pode-se informar sobre um incidente e transmitir o arquivo de áudio à Uber, bastando poucos cliques.

A gravação será encriptada e armazenada no telefone do motorista ou do passageiro. No entanto, ela não poderá ser ouvida porque somente a Uber terá a chave para decifrá-la.

Essa operação permite, segundo a companhia, fazer que os motoristas e os passageiros sejam mais responsáveis. A opção proposta no Brasil e no México respeita a legislação desses países, disse a companhia.

A Uber também quer recolher comentários dos usuários sobre seu projeto piloto para eventualmente modificar a opção antes de oferecê-la em outros países.

João Azevêdo destaca potencial tecnológico de Campina Grande em encontro com empresários alemães

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Governadores dos estados nordestinos desembarcaram em Berlim nesta quinta-feira (21), como parte da articulação internacional do Consórcio Nordeste para atrair investidores e ampliar o fluxo de negócios na região. Em evento na sede da Associação das Câmaras Alemãs de Comércio e Indústria (DIHK) eles apresentaram a empresários do país o mapa de oportunidades no Nordeste.

Os alemães também tiraram dúvidas com os gestores brasileiros sobre diversas questões, como participação de empresas estrangeiras em licitações.

“A formação desse consórcio oferece muitas vantagens, como a participação em licitações internacionais e a atração de investimentos estrangeiros. A condição mais importante para os alemães continuarem investindo no Brasil é a recuperação da confiança no país”, comentou Mark Heinzel, diretor de Relações Econômicas da DIHK.

Exportações e importações - A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China, Estados Unidos e Argentina.Durante a apresentação, o Consórcio Nordeste deu destaque principalmente a áreas integradoras, como sustentabilidade, infraestrutura, turismo, saúde, segurança pública, saneamento e energias limpas, inclusive com a perspectiva de abertura de parcerias público-privadas (PPP).

A participação europeia na corrente de comércio do Brasil em 2018 foi de 3,75%. Mais de 54% dos produtos brasileiros exportados para a Alemanha são industrializados, a exemplo de máquinas mecânicas, automóveis, máquinas elétricas e produtos farmacêuticos. Em relação às importações, 99% das mercadorias que o Brasil compra do país europeu são bens industriais.

​O evento foi organizado pela DIHK juntamente com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). A DIHK é a entidade que congrega associações e grupos relacionados ao setor industrial alemão, sendo responsável pela representação de 100 mil empresas privadas, que geram mais de oito milhões de empregos no país.

​A AHK reúne as empresas mais importantes da indústria alemã no Brasil e tem como papel incentivar as relações econômicas entre empresas brasileiras e alemãs.

O governador João Azevêdo destacou o potencial na área de ciência e tecnologia da Paraíba. “No nosso Estado, temos um Centro de Inovação Tecnológica instalado na Universidade Federal de Campina Grande, que é muito conhecido nacionalmente, e abriga o Instituto Virtus, onde 280 pesquisadores da Sony, HP, LG, Asus, Nokia e Samsung estão fazendo pesquisas nessas áreas, inclusive, algumas dessas empresas estão implantando o primeiro laboratório do Nordeste de tecnologia 5G”, explicou.

​A missão do Consórcio Nordeste na Europa será encerrada nesta sexta (22). Participam da viagem também os governadores Rui Costa (Bahia), Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), assim como o vice-governador Carlos Brandão (Maranhão).

Usuários de celulares pré-pagos na PB têm até segunda-feira para fazer recadastramento

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Usuários de linhas telefônicas pré-pagas da Paraíba e outros 16 estados tem até a próxima segunda-feira (18) para recadastrar e atualizar seus dados, ou podem ter o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviços de telefonia celular pré-paga.
Além da Paraíba, a exigência vale para os moradores dos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo. Os demais estados e o Distrito Federal já concluíram essa etapa de recadastramento.
Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas prestadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago.
Segundo a agência reguladora, o objetivo da iniciativa é assegurar uma base cadastral correta e atualizada, para evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, ampliar a segurança dos consumidores.

Recadastramento

Os usuários de pacotes pré-pagos serão acionados pelas operadoras por canais como mensagem de texto, ligações ou pop ups em sites. O procedimento é aplicado apenas aos usuários com pendências cadastrais. As operadoras também disponibilizaram canais de atendimento para fornecer mais informações sobre o recadastramento, como páginas específicas nos sites e números.
Pessoas que tiverem a linha pré-paga bloqueada poderão atualizar os dados cadastrais junto à sua prestadora por meio dos canais de atendimento disponíveis, como call center e espaço reservado ao consumidor na internet. Nesse contato, devem ser informados o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário informar o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro.
Para evitar fraudes, os usuários podem confirmar se o SMS de solicitação de recadastramento recebido foi, de fato, encaminhado pela prestadora contratada.

Em caso de dúvidas, os titulares de linhas pré-pagas podem entrar em contato com as operadoras pelos seguintes canais:

Operadora Endereço eletrônicoCentral de atendimento
Clarohttps://www.claro.com.br/institucional/regulatorio/cadastro-pre 1052
Timhttps://www.tim.com.br/sp/para-voce/projeto-cadastro-pre 1056
Vivohttps://www.vivo.com.br/para-voce/ajuda/duvidas/celular/vivo-pre/recadastro-pre-pago  1058
Oihttps://www.oi.com.br/celular/pre-pago/atualizar-cadastro 1057
Algarhttps://www.algartelecom.com.br/para-voce/atendimento/comunicados?comunicadosCelular-0 1055
Sercomtelhttps://www.sercomtel.com.br/cadastro-pre-pago/ 1051

News Paraíba com Agência Brasil

Nova função do Instagram lembra TikTok, concorrente chinês

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quarta-feira, 13 de novembro de 2019


O Instagram anunciou nesta terça-feira, 12, Cenas, uma nova ferramenta integrada aos Stories. A função, em fase de teste e disponibilizada por enquanto apenas no Brasil, permite usar opções criativas para vídeo como música, controle de velocidade, temporizador e a ferramenta fantasma (que cria transições de cenas com o mesmo personagem em diferentes lugares). Parece familiar? O aplicativo chinês TikTok, que já tem mais de 1 bilhão de usuários, disponibiliza recursos similares.

Segundo a Veja, o lançamento foi antecipado pelo cantor Luan Santana e alguns influencers que testaram a ferramenta, e apresentada pelo diretor de design de produto Ian Silber, no Instagram Brazil Summit 2019, em São Paulo. “Nós achamos que Cenas é uma forma divertida de compartilhar seus momentos com seus amigos”, disse Silber, em sessão que não foi aberta a perguntas para jornalistas. Questionado por VEJA se a nova ferramenta não deixaria a experiência do usuário mais complexa, o diretor de design de produto afirmou que “é apenas uma opção a mais, não vemos como um problema”.

A empresa reforçou que a nova função surgiu para atender às demandas de sua comunidade de usuários, tentando ampliar a oferta de opções para edição com música. A novidade está disponível para celulares Android. Ainda não há previsão de lançamento para iOS.

Relembrar é viver: a ferramenta Stories surgiu para amealhar o público (e antecipar a compra) do aplicativo Snapchat. O anúncio pode ser considerado indício de que a chinesa TikTok também está na mira do Facebook.

Empresa paraibana lança jeans de algodão colorido que gasta menos água na fabricação

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O algodão naturalmente colorido BRS Rubi, desenvolvido pela Embrapa, na Paraíba, virou matéria-prima para a confecção do denim, tecido usado na produção de jeans. Por prescindir do processo de tingimento, o novo jeans usa menos água em sua fabricação comparado ao tradicional índigo blue. O produto, idealizado pela empresa paraibana Natural Cotton Color, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), será lançado no próximo dia 16 de novembro, em São Paulo, na semana de moda sustentável Brasil Eco Fashion Week.

Segundo o Jornal da Paraíba, o produto será o primeiro jeans brasileiro fabricado a partir de algodão colorido. Segundo a presidente da Natural Cotton Color, Francisca Vieira, o jeans de algodão colorido teve uma ótima aceitação na Première Vision Paris, considerada a principal feira do mundo têxtil, que apresenta as principais tendências em tecidos. “Se o nosso denim tiver a aceitação no mercado como teve na Première Vision Paris, será uma revolução na indústria do jeans, até porque ele não é azul e não deixa rastros de tinta em lugar nenhum”, declara.
 
Menos água

Outro ponto importante a favor do novo jeans é a ‘pegada hídrica’, explica Luís Sávio Pinheiro, gerente de tecnologia do Instituto Senai de Tecnologia Têxtil e Confecção, onde o tecido foi desenvolvido. “Para produzir uma calça jeans azul no Brasil são necessários entre 4 mil e 11 mil litros de água em toda a cadeia, desde a irrigação ao beneficiamento e acabamento final do produto. Já o algodão colorido, não é irrigado e não necessita de tingimento. Portanto, consome menos água”, compara.
 
Mercado de luxo

A idealizadora do jeans de algodão colorido aposta no mercado de luxo para o novo produto. “Busco marcas que tenham alto valor agregado, que possam dar continuidade ao nosso trabalho sem mandar costurar as peças em países com trabalho escravo e mão de obra infantil. Não queremos ver nosso denim em prateleiras de lojas que pagam centavos de dólares pela costura”, declara a empresária Francisca Vieira, que já entrou com pedido de patente do produto no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Estamos procurando uma marca que queira fazer parceria para a produção do primeiro lote de mil quilos, ou seja, aproximadamente dois mil metros de denim”, revela.
 
Desenvolvimento feito em parceria

A concepção do denim começou a partir do Comitê Gestor do Arranjo Produtivo Local de Confecções e Artefatos de Algodão Colorido do Estado da Paraíba, que integra empresários, produtores e suas organizações e instituições de apoio. O comitê criado em 2011 tem como objetivo articular todos os elos envolvidos na cadeia produtiva da pluma. Um dos seus resultados mais importantes foi a garantia de compra da produção do algodão colorido, que deu segurança ao produtor para realizar o plantio e alimentar a cadeia produtiva do Estado que envolve tecelagens, confecções e empresas de moda e decoração.

O comitê é formado por: Embrapa, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit), Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), bancos públicos e privados, Governo da Paraíba, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Produção e novas cores

O socioeconomista da Embrapa Algodão (PB) Gilvan Ramos avalia que com o novo produto, a demanda e a produção de algodão naturalmente colorido tendem a crescer. “O estado da Paraíba ainda produz muito pouco – são 293 hectares plantados em 2019 e 391 toneladas colhidas de algodão em rama. Isso representa apenas 140 toneladas de pluma pronta para a fiação”, avalia.

O pesquisador da Embrapa Luiz Paulo Carvalho, responsável pelo desenvolvimento das variedades de algodão colorido, revela que está próximo de chegar a tons de rosa e laranja. “Temos linhagens em campo que estão se mostrando promissoras quanto às cores. Mas ainda vamos melhorar outras características antes que fiquem prontas para lançamento.” Ele estima que essa etapa deve levar cerca de dois anos para ser concluída.

A Embrapa já lançou seis variedades de algodão colorido em tonalidades que vão do verde-claro aos marrons claro, escuro e avermelhado.
 
Colorido por natureza

Em paralelo, a Embrapa e instituições de pesquisa de outros 19 países, a exemplo dos Estados Unidos e Austrália, seguem buscando obter o algodão colorido azul por meio da biotecnologia, o chamado “gene for jeans” (gene para jeans). “Como não existem plantas de algodão colorido azuis na natureza, esse processo não pode ser obtido por melhoramento genético convencional como é o caso das nossas cultivares”, explica Carvalho.

Para ele, o algodão azul seria uma grande contribuição da ciência para o mundo da moda, pois reduziria significativamente o uso de tinta na indústria têxtil. “Isso sem dúvida seria um grande avanço, pois o mundo inteiro fabrica jeans e se gasta muita tinta e água para a produção do tecido”, afirma.
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