Campanha em Defesa da Vida promove palestras, caminhadas e
panfletagens
Uma em cada quatro gestações acaba em aborto. São cerca de
56 milhões de vidas interrompidas a cada ano em todo o mundo, segundo relatório
publicado em 2016 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Instituto
Guttmacher. No Brasil, são aproximadamente 100 mil casos por ano, segundo
o Ministério da Saúde. Ao contrário do que muita gente imagina, a
legalização não diminui os abortos. Nos Estados Unidos, onde a prática é legal
desde a década de 70, houve aumento de 600%. Um dos objetivos da Campanha em
defesa da vida, que acontece neste mês em vários países, é alertar a população
sobre equívocos desse tipo.
“Na tentativa de manipular a opinião pública, os grupos que
defendem a legalização divulgam números falsos, que, de tanto serem repetidos
massivamente, acabam aceitos como verdades. Nossa missão é esclarecer a
sociedade sobre a realidade que cerca o aborto, tendo como premissa fundamental
o fato de se atentar contra a vida de um ser humano que, com respaldo da
ciência, inicia-se na concepção”, disse André Luiz Lucena, coordenador do Grupo
Espírita Ave Luz.
Em João Pessoa, a programação inclui palestras,
panfletagens, entrevistas, caminhadas e visitas às maternidades. Os voluntários
falam sobre as consequências do aborto para a saúde da mulher, tanto do ponto
de vista físico quanto espiritual, e orientam os jovens sobre os cuidados
relacionados às práticas sexuais, especialmente quanto aos riscos de gravidez
indesejada, que pode levar à prática do aborto.
Legalização aumenta casos de aborto
O estudo da OMS e do Instituto Guttmacher aponta que o
número de abortos no mundo aumentou de 50 milhões por ano entre 1990 e 1994
para 56 milhões entre 2010 e 2014. Durante a campanha, os voluntários mostram
que a legalização não reduz a quantidade de abortos nem de mortes maternas.
Nos países onde a prática é legal, os abortos aumentaram
mais de 100%. O caso que mais chama atenção é dos Estados Unidos, onde houve um
aumento de 600%. No início da década de 70, quando houve a legalização, eram
realizados 193.500 abortos por ano. Cinco anos depois, chegou a um milhão e dez
anos depois atingiu 1,5 milhão. Atualmente está em torno de 800 mil.
Na Suécia, a legalização aconteceu em 1939. Naquele ano,
cerca de 500 abortos eram realizados por ano. Dez anos depois, passou para
5.500 e em 2010 atingiu 37 mil. Na Espanha, a prática foi legalizada em 1985.
Dois anos depois, cerca de 17 mil abortos foram contabilizados. Em 2011, foram
118 mil, um aumento de quase 490%.
A França, mesmo tendo cerca de 50 milhões de habitantes
(quatro vezes menos que o Brasil), registra 200 mil abortos por ano. Na
Inglaterra, que também tem uma população de 50 milhões de habitantes, são 100
mil abortos por ano. No Japão, que possui 100 milhões de habitantes, o número
de aborto chega a 200 mil por ano.
Outro argumento dos que defendem o aborto é o de que a
proibição aumenta consideravelmente o número de mortes maternas. No entanto,
dos 1.651 óbitos registrados em 2014 pelo DataSus do Ministério da Saúde,
somente 2,5% estão relacionadas ao aborto provocado. A maioria das mortes foi
ocasionada por problemas obstétricos, como hemorragias e infecções. Logo, as
mortes por aborto no Brasil são, em média, 40 por ano, número bem menor do que
os divulgados pelos militantes pró-legalização. “Outro dia, vi uma entrevista de
uma advogada afirmando que morrem por ano, no Brasil, 850 mil mulheres. Esse
número é absurdo e irreal”, disse André.
André lembra que as mulheres pressionadas a cometer aborto
podem obter amparo espiritual e material para manter a gravidez. “Elas devem ser
acolhidas com amor para que possam compreender que a criança que se encontra em
seu ventre é uma benção de Deus”, disse.
1ª Marcha pela Vida será dia 28
No dia 28, acontecerá a 1ª Marcha pela Vida. A concentração
será a partir das 17h, no final da avenida Beira Rio. Além da distribuição de
panfletos, haverá apresentações de artistas. Na manhã do dia 22 de maio,
equipes de voluntários percorrerão a orla da Ponta do Seixas à Cabedelo para
distribuir panfletos e conversar com as pessoas sobre a importância da defesa
da vida.
As panfletagens acontecerão de 15 a 19 de maio em pontos
estratégicos da cidade, como o Parque Solon de Lucena, praças e semáforos. As
palestras estão acontecendo em escolas, centros comunitários, praças públicas,
casas espíritas e outras instituições
religiosas.
No dia 21 de maio, equipes de voluntários visitarão as
maternidades Cândida Vargas e Frei Damião, levando música e mensagem de
agradecimento e estímulo às mães que decidiram acolher seus filhos com amor. As
mulheres que sofreram aborto serão acalentadas com flores e mensagens de fé e
esperança. Em João Pessoa, a Campanha em Defesa da Vida é uma iniciativa
do Comitê Paraibano da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto.