Em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM CoeerioSat, desta terça-feira (30), o deputado federal Benjamin Maranhão (SD) afirmou fazer parte do bloco das oposições, citou as candidaturas do seu tio, o senador José Maranhão (MDB), de Luciano Cartaxo (PSD) e de Romero Rodrigues (PSDB), e disse que fará de tudo para unir o grupo em torno de um nome que faça frente ao esquema político comandado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB).
“Eu tenho um lado, eu sou da oposição, nós vimos fazendo oposição ao governador Ricardo Coutinho, e eu tenho trabalhado com o objetivo de unir as oposições, eu acho que temos total condição de obter êxito nesta campanha”, disse.
Em sua fala, o deputado fez a sua avaliação de cada nome posto no campo das oposições, elogiou a hisória do tio e elencou qualidades que considera nas gestões da capital e da Rainha da Borborema.
Mas indagado pelo apresentador Nilvan Ferreira, Benjamin hesitou e não respondeu em quem deverá votar para governador no pleito que se aproxima. Ele disse que seria um erro neste momento.
“Não é questão de bater martelo. Eu acho que toda hora que nós dissermos que temos uma opção por um candidato, nós vamos estar trabalhando para fazer o jogo que o governo quer, que é dividir as oposições. Não podemos fazer isso agora”, afirmou.
Benjamin também considerou um erro estabelecer prazo para a escolha de um nome para representar o grupo numa possível chapa majoritária. Segundo o parlamentar, a estratégia excliu os pretensos, e isso segrega.
“Eu acho isso um erro, até porque você vai começar a excluir os outros que têm pretensão de serem candidatos. Não acho isso uma coisa correta”, declarou.
Ainda na avaliação de Benjamin, João Azevêdo não se mantém na disputa, caso Ricardo saia do governo para disputar o Senado. Segundo ele, ao assumir o Estado, Lígia entraria no jogo e se lançaria candidata de situação, fazendo naufragar as pretensões do atual secretário.
"Se Ricardo sair do governo, a candidatura de João não dura um dia", disparou.
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