A estratégia da campanha de Geraldo Alckmin de usar claques para recepcionar o pré-candidato nos aeroportos não foi uma decisão unânime. Uma parte avaliou que copiar Jair Bolsonaro (PSL) era um erro por causa das diferenças entre os dois concorrentes. Mas prevaleceu a posição da parte que considerou que valia repetir a receita, pois o ex-capitão do Exército teria muito menos “jogo de cintura” e “carisma”. De acordo com a Coluna do Estadão, os críticos temem repetir 2006, quando Alckmin usou uma jaqueta com slogans de estatais para tentar conter críticas do PT ao discurso privatista.
Se ele pode… O primeiro vídeo de Alckmin sendo recebido aos gritos de presidente em aeroportos foi divulgado anteontem nas redes sociais do PSDB. A cena foi gravada pela equipe do tucano no desembarque do aeroporto de Brasília.
Pensando. Em Brasília, ontem, Geraldo Alckmin conversou com os presidentes do PROS, Eurípedes Júnior, e do Solidariedade, Paulinho da Força. Nenhum deles garantiu aliança. Pediram mais tempo.
Corre. Alckmin foi aconselhado por Paulinho da Força a procurar também DEM, PP, PR, PRB e PSC. O argumento é de que ele precisa costurar apoio o quanto antes, caso contrário, Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto, o fará.
Ligue já. A propósito, Paulinho da Força emprestou, até mesmo, os telefones para que Alckmin não perca mais tempo.
Fixo. Sempre que vai a Brasília, Alckmin é aconselhado a procurar Rodrigo Maia (DEM). A interlocutores, ele brinca ser quase um “evento fixo”. A última vez em que se falaram, contudo, foi terça, por telefone. Alckmin ligou para dar parabéns pelo aniversário e só.
