Seis dias após a renúncia de Renan Calheiros (AL), o PMDB escolheu nesta terça-feira (4) o novo líder do partido no Senado. A função ficará a cargo de Raimundo Lira (PB), aclamado por unanimidade nesta noite por seus colegas de partido durante uma reunião em Brasília.
Ao todo, 22 senadores compõem a bancada do PMDB no Senado, e quase todos estiveram no encontro de hoje, inclusive o próprio Renan Calheiros. Na última quarta, ele renunciou à função de líder do partido após fazer novas críticas ao governo Temer e dizer que não acataria às exigências da legenda para aprovar as reformas propostas pelo Palácio do Planalto.
Desde o anúncio de Renan, o nome de Raimundo Lira já aparecia como uma das indicações mais fortes para ocupar o posto. Cotados inicialmente, Jader Barbalho (PA) e Garibaldi Alves (RN) informaram que não pretendiam assumir a função. A senadora Kátia Abreu (TO) era outro nome ventilado nos bastidores.
"A minha responsabilidade ficou muito grande na medida em que fui eleito por unanimidade", disse Lira ao final do encontro. "O nosso objetivo é harmonizar a bancada e representar o pensamento da maioria".
Ele ainda elogiou seu antecessor. "Temos que respeitar o senador Renan Calheiros, que tem prestígio nessa Casa".
Lira se destacou, no ano passado, como presidente da Comissão de Impeachment no Senado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Ao todo, 22 senadores compõem a bancada do PMDB no Senado, e quase todos estiveram no encontro de hoje, inclusive o próprio Renan Calheiros. Na última quarta, ele renunciou à função de líder do partido após fazer novas críticas ao governo Temer e dizer que não acataria às exigências da legenda para aprovar as reformas propostas pelo Palácio do Planalto.
Desde o anúncio de Renan, o nome de Raimundo Lira já aparecia como uma das indicações mais fortes para ocupar o posto. Cotados inicialmente, Jader Barbalho (PA) e Garibaldi Alves (RN) informaram que não pretendiam assumir a função. A senadora Kátia Abreu (TO) era outro nome ventilado nos bastidores.
"A minha responsabilidade ficou muito grande na medida em que fui eleito por unanimidade", disse Lira ao final do encontro. "O nosso objetivo é harmonizar a bancada e representar o pensamento da maioria".
Ele ainda elogiou seu antecessor. "Temos que respeitar o senador Renan Calheiros, que tem prestígio nessa Casa".
Lira se destacou, no ano passado, como presidente da Comissão de Impeachment no Senado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Renan renuncia e diz que não será "marionete"
Na quarta-feira (28), Renan Calheiros renunciou à liderança do PMDB no Senado. Em discurso no plenário, o político voltou a criticar o governo Temer, como vinha fazendo há semanas, e disse que não tem "vocação para marionete".
"Deixo a liderança do PMDB" foi a primeira frase do senador. "Devolvo o honroso cargo que me confiaram. Procurei exercer [a liderança] com dignidade, sempre orientado pelos objetivos do país".
Renan disse que renuncia por não compactuar com as ideias do governo e as reformas propostas pelo poder Executivo, especialmente a trabalhista. "Não odeio Michel Temer. Isso não é verdade. O que não tolero é sua posição covarde diante do desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho [CLT]".
"Não estou disposto a liderar o PMDB atuando contra os trabalhadores e estados mais pobres da Federação", disse ele. "Não vou ceder a um governo que trata o partido como um departamento do poder Executivo (...). Não tenho a menor vocação para marionete. O governo não tem credibilidade para concluir essas reformas exageradas e desproporcionais".
Falando na tribuna do plenário, Renan também voltou a atacar uma suposta influência direta do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso, no governo Temer. De acordo com o senador, "os últimos acontecimentos comprovam sua total influência no governo".
Na quarta-feira (28), Renan Calheiros renunciou à liderança do PMDB no Senado. Em discurso no plenário, o político voltou a criticar o governo Temer, como vinha fazendo há semanas, e disse que não tem "vocação para marionete".
"Deixo a liderança do PMDB" foi a primeira frase do senador. "Devolvo o honroso cargo que me confiaram. Procurei exercer [a liderança] com dignidade, sempre orientado pelos objetivos do país".
Renan disse que renuncia por não compactuar com as ideias do governo e as reformas propostas pelo poder Executivo, especialmente a trabalhista. "Não odeio Michel Temer. Isso não é verdade. O que não tolero é sua posição covarde diante do desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho [CLT]".
"Não estou disposto a liderar o PMDB atuando contra os trabalhadores e estados mais pobres da Federação", disse ele. "Não vou ceder a um governo que trata o partido como um departamento do poder Executivo (...). Não tenho a menor vocação para marionete. O governo não tem credibilidade para concluir essas reformas exageradas e desproporcionais".
Falando na tribuna do plenário, Renan também voltou a atacar uma suposta influência direta do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso, no governo Temer. De acordo com o senador, "os últimos acontecimentos comprovam sua total influência no governo".
News Paraíba
com UOL
