Seleção brasileira enfrenta a Sérvia, na quarta-feira, pela última rodada do Grupo E
Com a seleção brasileira ameaçada de desclassificação na primeira fase da Copa do Mundo, o treinador Tite deverá reforçar o poder de marcação e escalar o volante Fernandinho, 33, para o duelo contra a Sérvia, marcado para esta quarta-feira (27), às 15h (horário de Brasília), na Arena Spartak, em Moscou, pela última rodada do Grupo E.
O jogador do Manchester City é o mais cotado para entrar na equipe. Na última segunda-feira (25), quando a seleção realizou um treinamento fechado para a imprensa, o jogador formou o meio de campo com Casemiro e Paulinho.
Na atividade, formada por três equipes de seis atletas, os jogadores de meio de campo e ataque tinha como objetivo a movimentação para furar a linha adversária, de acordo com Matheus Bacchi, auxiliar técnico e filho do treinador.
De acordo com a Folha de São Paulo, Fernandinho substituiu o atacante Gabriel Jesus, que não marcou gols ainda na Copa do Mundo. Assim, Willian, que estava cotado para perder a vaga —foi até substituído no intervalo da última partida—, deve continuar como titular.
O Brasil lidera o grupo E, com 4 pontos. A Suíça tem o mesmo número de pontos, mas um gol a menos no critério de desempate. Já a Sérvia tem 3 pontos. A Costa Rica está eliminada.
O ensaio com a formação diferente é uma tentativa do treinador de fazer o time engrenar na competição. Nos primeiros dois jogos, a seleção sofreu —empatou com os suíços, por 1 a 1, e venceu, nos acréscimos, a Costa Rica
O jogador é um dos reservas preferidos de Tite por causa da sua versatilidade.
"O Fernando remete a uma característica que tinha no Atlético-PR, que era sua no Shakhtar e que foi adaptada a uma função no [Manchester] City, mas que tem no seu DNA o passador, o articulador, o jogador do lado esquerdo que dá também um poder de marcação forte para uma liberdade do lado esquerdo para o Marcelo e para o atacante que estiver do lado esquerdo", disse o treinador recentemente.
Nesta formação, Willian continua do lado direito, enquanto Coutinho deixa a faixa central para atuar mais pela esquerda. Já Neymar terá liberdade para atuar como um falso nove.
O camisa 10 da seleção já fez alguns jogos assim com Mano Menezes e Dunga. Com Tite, porém, jogaria assim pela primeira vez.
Desde que estreou na seleção em setembro de 2016, o treinador jamais escalou a equipe sem um centroavante de referência. Jesus, Firmino e Diego Souza foram os utilizados na posição.
O técnico ainda tem como opção manter a formação com o quarteto ofensivo ou colocar Renato Augusto no lugar de um atacante, o que aconteceu durante a campanha das eliminatórias sul-americanas, quando o Brasil deixou a sexta colocação, emplacou uma sequência de nove vitórias e obteve a vaga com quatro rodadas de antecedência.
Caso confirme a mudança, o que deverá acontecer nesta terça-feira (26), quando comanda o último treino antes do jogo, Tite repetirá um histórico que acontece na seleção brasileira.
Dos cinco títulos mundiais conquistados pela seleção, três tiveram alterações que foram importantes para as conquistas.
Em 1958, Vicente Feola colocou Garrincha, Pelé e Zito logo após um empate para a Inglaterra. O time conquistou quatro vitórias consecutivas e faturou a Copa pela primeira vez.
No tetracampeonato, Parreira também fez modificações. Nas oitavas de final colocou Mazinho no lugar do camisa 10 Raí, que estava sendo bastante criticado. Teoricamente, o time ficou mais defensivo, mas ganhou o Mundial dos Estados Unidos.
Oito anos depois, na Copa do Mundo-2002, foi à vez de Luiz Felipe Scolari alterar taticamente a equipe. Tirou o meia-atacante Juninho Paulista para reforçar a marcação com Kleberson nas quartas de final. O meio-campista foi mantido no time e terminou a competição como titular.
Agora, Tite deve reforçar a marcação num momento em que a seleção precisa de um empate diante da Sérvia para avançar às oitavas de final do Mundial da Rússia.
As mudanças mais importantes nos cinco títulos mundiais
1958 – Após um empate contra a Inglaterra, o técnico Vicente Feola fez três modificações que mudaram a seleção brasileira. Garrincha, Pelé —que era titular, mas estava machucado— e Zito ganharam a vaga entre os titulares para o terceiro jogo. Assim, Joel, Mazzola e Dino Sani ficaram no banco de reservas. Antes, Vavá já havia entrado no lugar de Dida. Na final, Djalma Santos atuou no lugar de De Sordi.
1962 – Dirigida por Aymoré Moreira, a seleção brasileira teve “apenas” uma mudança em sua caminhada rumo ao bicampeonato. Sem Pelé, que se machucou no segundo jogo, o treinador colocou Amarildo como titular, que marcou três gols na competição, sendo um na final contra a Tchecoslováquia
1970 – No tricampeonato em 1970, a seleção que estreou com triunfo sobre a extinta Tchecoslováquia foi a mesma que goleou a Itália na decisão. Na campanha, apenas em três dos seis jogos o time não teve a formação considerada titular.
1994 – Na conquista do tetracampeonato, a modificação mais lembrada é a entrada de Mazinho no lugar de Raí, que era o camisa 10, nas oitavas de final. O time, porém, teve outras duas mudanças. Na segunda rodada, Aldair substituiu Ricardo Rocha. Nas quartas de final, Branco ocupou a vaga deixada por Leonardo, expulso contra os EUA após acertar um rival com uma cotovelada.
2002 – Na Copa de 2002, Felipão também trocou um jogador com características ofensivas por um mais defensiva. Nas quartas de final, contra a Inglaterra, ele colocou Kleberson na vaga de Juninho Paulista. A modificação ficou até a conquista do título.
JOGOS DO BRASIL
27/06 – Quarta-feira, às 15h
Copa do Mundo
Sérvia x Brasil – Moscou, Rússia
Na TV: Globo, SporTV e Fox Sports