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FPF diz que disponibilizou dados financeiros espontaneamente à Justiça

segunda-feira, 9 de abril de 2018

/ por News Paraíba

O presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues, informou nesta segunda-feira (9) que ele e a entidade disponibilizaram antecipadamente e “de forma espontânea a abertura dos sigilos bancários, telefônicos e fiscais” para as investigações da Operação Cartola. Junto com uma nota oficial, a entidade apresentou um documento que teria sido apresentado à Justiça. Nele, Amadeu Rodrigues autoriza a quebra de seu sigilo fiscal.
 
Segundo o Jornal da Paraíba, a operação investiga a manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração de documentos, interferência em decisões da justiça desportiva (TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional.

Durante o dia, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão contra membros da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba (Cartolas). Veja a lista dos investigados no Blog do Suetoni.

Operação Cartola

Em face do sigilo das investigações, os detalhes sobre o modo de atuação dos investigados, individualização das condutas e demais características da presente organização só poderão ser divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e análise de todo o material apreendido.

A ação é resultado de mais de 6 meses de investigações e tem por objetivo apurar os crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

Dentre as principais condutas investigadas, destacamos a manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração de documentos, interferência em decisões da justiça desportiva (TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional. Em face do sigilo das investigações, os detalhes sobre o modo de atuação dos investigados, individualização das condutas e demais características da presente organização só poderão ser divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e análise de todo o material apreendido.

O que dizem os citados

Fora do Estado, o presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues, disse que não tem nada a temer e afirmou que a entidade está à disposição das investigações. “A gente não tem o que temer. Não tenho a menor ligação com a arbitragem ou com clubes. Está tudo aberto, relativo à federação que eu administro e minhas portas particulares. Os advogados já estão tratando isso [os fatos da Operação] com a Justiça, mas estou à disposição”, disse em entrevista à rádio CBN João Pessoa.

Indagado sobre a possível manipulação de resultados, Amadeu disse que só poderia falar sobre os seus atos, não poderia comentar a a a ação de outros.

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Paraíba (TJDF), Lionaldo Santos Silva, disse que foi pego de surpresa com a ação policial.“Eu confesso que eu não sei de nada, não sei do que se trata essa operação, na sua essência. Estou ansioso para saber o que o tribunal tem a ver com isso”, afirmou. “Eu não tenho nenhuma pista para dizer o que o tribunal tem a ver com isso”

Lionaldo afirmou ainda que não houve cumprimento de mandado de busca na residência dele, disse que recebeu um telefonema da polícia, pedindo para que ele abrisse o tribunal, o que ele pediu que fosse feito por um funcionário do local.

O presidente do Campinense, William Simões, disse que ainda não sabe do que se trata. “Na hora que o clube for citado, ou for procurado, as portas estão abertas para colaborar com informações”, pontuou.

Por sua vez, o presidente do conselho deliberativo do CSP, Josivaldo Alves, confirmou que houve um cumprimento de mandado na sede do clube. Ele, inclusive, questionou a forma como se deu a abordagem, alegando que a polícia arrombou o local, ao invés de esperar que alguém chegasse para abrir o local. “O modus operandi é como se tivessem lidando com bandidos”, disse

“Se tem alguma coisa para se investigar, que se investigue. A investigação vai mostrar se tem alguma coisa errada”, declarou. Ele garantiu que o CSP não tem o que se preocupar . “Se tem alguém que se sente prejudicado, é o CSP. A gente já reclamou de arbitragem, mas temos que ter cuidado, tem erros que são humanos. É preciso saber se existe erros humanos premeditados”, ressaltou.

O advogado do Atlético de Cajazeiras, Rafael de Albuquerque, informou que o clube não foi notificado de nenhuma ação referente ao processo da operação ‘Cartola’. Ainda de acordo com o advogado, o Clube de Atlético de Cajazeiras está à disposição para colaborar com qualquer informação.

O Botafogo afirmou em nota que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “O clube reitera a importância da lisura nos certames esportivos no estado, ao passo que acompanha com tranquilidade o desenrolar das investigações”, disse. O Treze não emitiu nenhum posicionamento sobre a investigação.

Citado pelo advogado da FPF, o vice-presidente da entidade, Nosman Barreiro, afirmou que é um dos autores das denúncias que teriam resultado na operação. E ressaltou que não está entre os investigados. “Buscamos de uma vez por todas expurgar o mal que assola nosso futebol, devolvendo a sua grandeza, com atenção especial a lisura e ao fair play nas competições organizadas pela FPF, sendo este o dever institucional que possuo na condição de vice presidente da instituição legitimamente eleito pelos meus pares para a defesa da instituição tão calejada pelos últimos acontecimentos”, afirmou em nota.

O blog tentou falar com o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf), José Renato Soares, mas ele não atendeu as ligações telefônicas.
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